Diário de intercâmbio: El Caminito – City tour

Oi, gente! Essa mudança repentina de clima em Buenos Aires é mesmo traíra. A Primavera já chegou, mas mesmo com raios de sol, o vento frio ainda é muito forte. Saí tanto por aí que acabei resfriada, argh. To faz quatro dias de cama e só hoje comecei a melhorar. Maior bad. Ficava pensando no blog desatualizado todos os dias. Nesses últimos dias entrei na internet só pelo meu iPod. Agora da pra entender o sumiço do blog, né?

Deixando os dias ruins de intercâmbio pra lá.. Um dos passeios que fiz na semana passada, foi visitar o bairro “La Boca”. Na região, que antes era a casa de muitos imigrantes, esta o famoso ponto turístico “El Caminito”. Nas ruas principais, as casinhas são feitas de madeira e todas coloridas. Um amor. Isso porque antes do bairro ser adaptado para os turistas, as casas eram pintadas com os restos de tinta dos barcos. 
O lugar que antes abrigava cortiços e grandes famílias, agora é conhecido como um grande museu ao ar livre. Com restaurantes que oferecem shows de tango, artistas plásticos na rua, dançarinos de tango e lojinhas de souvenir.

“O que o Picasso não pintou, esta aqui” 

Wow. Quanta loja de souvenir! Vi muitas coisas bonitinhas e com bom preço. Chaveiros, xícaras, imãs, camisetas de futebol, tudo que você imaginar em couro (inclusive a réplica da jaqueta do Wolverine)… A personagem argentina “Mafalda”, “Maradona” e “Messi” estavam em praticamente todas as lojas. É o patriotismo argentino estampado nas prateleiras.

 amei!

 Grande Maradona, em todos os cantos de Buenos Aires..

Na rua o assédio ao turista é grande. Isso me incomodou bastante. Principalmente os moços de restaurante que tentam te convencer a ver o menu deles, quando você diz mil vezes que não! Ele ficou no seguindo e repetindo tudo que eles tinham para oferecer. Mal ele saiu, chegou outro. Invasivo demais.
Outro absurdo do bairro são os casais de tango que posam para fotos. Perai, já vou explicar o absurdo, haha. Eles primeiro te chama pra foto, você vai todo ingênuo, depois a mulher vai e te diz: 50 dólares. Simples assim. E se você se negar eles brigam com você e te dão mil motivos pra pagar. Obviamente a maioria paga. Eu mesma já paguei uma vez, mas se me perguntar: “a foto valeu a pena o dinheiro?” Não!

 Estátuas e obras de artes estão espalhadas pelo caminho. Me diverti horrores tirando fotos. Obviamente tem uma do Maradona:

É tudo muito colorido e bonito, mas só ali perto do Caminito. Todos indicam a não ir para as outras ruas do bairro, já que são conhecidas por assaltos e furtos aos turistas. Em outro ano, quando eu já estava no ônibus, vi um menino pegando a câmera de um turista, a luz do dia, na caruda.

Então a dica para esse City tour é: Fato que ‘El caminito’ tem que estar na sua lista de pontos turísticos para visitar, mas toma cuidado pra não sair da parte turística.

É bom estar de volta <3

Beijos, Gabriela Alegre

Diário de intercâmbio: El Caminito – City tour

Oi, gente! Essa mudança repentina de clima em Buenos Aires é mesmo traíra. A Primavera já chegou, mas mesmo com raios de sol, o vento frio ainda é muito forte. Saí tanto por aí que acabei resfriada, argh. To faz quatro dias de cama e só hoje comecei a melhorar. Maior bad. Ficava pensando no blog desatualizado todos os dias. Nesses últimos dias entrei na internet só pelo meu iPod. Agora da pra entender o sumiço do blog, né?

Deixando os dias ruins de intercâmbio pra lá.. Um dos passeios que fiz na semana passada, foi visitar o bairro “La Boca”. Na região, que antes era a casa de muitos imigrantes, esta o famoso ponto turístico “El Caminito”. Nas ruas principais, as casinhas são feitas de madeira e todas coloridas. Um amor. Isso porque antes do bairro ser adaptado para os turistas, as casas eram pintadas com os restos de tinta dos barcos. 
O lugar que antes abrigava cortiços e grandes famílias, agora é conhecido como um grande museu ao ar livre. Com restaurantes que oferecem shows de tango, artistas plásticos na rua, dançarinos de tango e lojinhas de souvenir.

“O que o Picasso não pintou, esta aqui” 

Wow. Quanta loja de souvenir! Vi muitas coisas bonitinhas e com bom preço. Chaveiros, xícaras, imãs, camisetas de futebol, tudo que você imaginar em couro (inclusive a réplica da jaqueta do Wolverine)… A personagem argentina “Mafalda”, “Maradona” e “Messi” estavam em praticamente todas as lojas. É o patriotismo argentino estampado nas prateleiras.

 amei!

 Grande Maradona, em todos os cantos de Buenos Aires..

Na rua o assédio ao turista é grande. Isso me incomodou bastante. Principalmente os moços de restaurante que tentam te convencer a ver o menu deles, quando você diz mil vezes que não! Ele ficou no seguindo e repetindo tudo que eles tinham para oferecer. Mal ele saiu, chegou outro. Invasivo demais.
Outro absurdo do bairro são os casais de tango que posam para fotos. Perai, já vou explicar o absurdo, haha. Eles primeiro te chama pra foto, você vai todo ingênuo, depois a mulher vai e te diz: 50 dólares. Simples assim. E se você se negar eles brigam com você e te dão mil motivos pra pagar. Obviamente a maioria paga. Eu mesma já paguei uma vez, mas se me perguntar: “a foto valeu a pena o dinheiro?” Não!

 Estátuas e obras de artes estão espalhadas pelo caminho. Me diverti horrores tirando fotos. Obviamente tem uma do Maradona:

É tudo muito colorido e bonito, mas só ali perto do Caminito. Todos indicam a não ir para as outras ruas do bairro, já que são conhecidas por assaltos e furtos aos turistas. Em outro ano, quando eu já estava no ônibus, vi um menino pegando a câmera de um turista, a luz do dia, na caruda.

Então a dica para esse City tour é: Fato que ‘El caminito’ tem que estar na sua lista de pontos turísticos para visitar, mas toma cuidado pra não sair da parte turística.

É bom estar de volta <3

Beijos, Gabriela Alegre

Diário de intercâmbio: Visitando o Zoo de Buenos Aires – City tour

Essa semana deixei de ser intercambista e virei turista! Aproveitei que meu namorado veio me visitar e fui para vários pontos turísticos da cidade que eu coloquei na minha listinha de City Tour (a do sidebar, na direita do blog). Nosso último passeio foi o Zoo de Buenos Aires!
Eu tenho pesquisado sobre o Zoo de Lujan, um zoológico que da pra tocar nos animais, tirar foto de perto e tudo mais. Soa bem interessante, mas falando com alguns argentinos descobri que não é bem assim. Eles me disseram pra não ir, que eu ficaria triste com a situação, pelo estado dos animais e como as pessoas os tratam. Segui os conselhos e fui no Zoo de Buenos Aires. Eu entrei de graça mostrando o comprovante de estudante. Aee. Mas o valor da entrada é 75 pesos. Caro pra quem vai em família, mas se não é tranquilo. Me diverti muuuito. Fiquei falando com os animais (sou dessas) e tirando muitas fotos. Inclusive aproveitei para fazer o look do dia lá. Já viu? Aqui!

Ver os animais enjaulados sempre me deixa triste. Você lembra que o hábitat natural deles não é aquele. A jaula é muito pequena e eles ficam deitados o dia inteiro, da até agonia. Algumas pessoas jogam plásticos nas jaulas e ficam fazendo gracinhas com eles. Argh. Pelo menos deu para ver que da parte do Zoo, eles cuidam bem dos animais por ali. 
Esse hipopótamo já estava treinado para receber comida na boca, aww.

No fim do dia o leão começou a rugir e na mesma hora outros felinos responderam. Foi incrível ver como ele manda, até dentro do Zoo. haha

 NHOIN

Quando um grupo de pessoas chega perto da jaula, alguns animais começam a fazer gracinha e ficam se mostrando. Posam pra foto, andam de um lado para o outro, muito fofos. Os chimpanzés são os mais divertidos de observar.

 Eu tenho pavor de perder meus dedos para um animal. Deu pra perceber?

Deu pra recorrer o Zoo em duas horas. Um passeio rápido e que vale a pena. Curti muito.
Beijos, Gabriela Alegre

Diário de intercâmbio: Choque Cultural. Argentina vs Brasil

No meu primeiro blog sobre intercâmbio, o que eu fui morar em Wisconsin – Estados Unidos, eu também escrevi sobre o choque cultural. Como as pessoas de culturas diferentes pensam e vivem.
Já que a Argentina fica pertinho do Brasil, eu achei que a diferença não ia ser tão grande. Parece que eu errei. Olha só:

Buenos Dias: Nos ônibus, cafés e faculdade, as pessoas que não te conhecem, te tratam com muita educação. Sempre cumprimentam (com um beijo), falam por favor e agradecem. Parece super comum, mas tem países que as pessoas são realmente mal educadas.

Boludo: Como o povo xinga e usa gírias. Boludo é como se fosse “babaca” em português, e é usado como uma vírgula para os argentinos quando estão entre amigos. Até eu já comecei a usar. Outros xingamentos mais pesados também são usados no dia-a-dia, a qualquer momento, chega a ser grosseiro e feio.
As gírias que eu mais tenho escutado são: No pasa nada > tá tranquilo, Bueno, dale, listo > ok, Pive, chabon y flaco> homem. Entre mil outras haha
Achei esse video que fala as gírias dos porteños. Morri de rir: http://www.youtube.com/watch?v=8IpOfFlX8gc

Fiu-Fiu: Os homens aqui são mais tarados que no Brasil, por incrível que pareça. Olham descaradamente. Nem andando do lado do meu namorado eles param. Fazem comentários, elogiam e gracinhas, independente da roupa que você esta usando. Eu fico com muuuita raiva. É uma falta de respeito que não vem só dos argentinos, mas também dos estrangeiros que moram aqui, como os bolivianos.

No pasa naaaada, ya fue: Os argentinos tem essa vibe de ta tudo tranquilo, vamos deixar pra lá, como em algumas regiões do Brasil. Ta pegando fogo no lugar e eles falam: no pasa naaaaada.
Serve para todas as ocasiões. É como um: relaaaaxa.

Maradona es mejor: Apesar da economia quebrada, um governo que não agrada e diversos problemas no país. A pátria continua sendo amada e de verdade (não só no hino, rs). Os argentinos são extremamente patriotas, amam o país em que vivem e eu acho isso muito foda.

Diferente, né? Depois conto mais!

Beijos, Gabriela Alegre

Diário de intercâmbio: Cemitério da Recoleta – City Tour

 Na primeira semana por aqui fui ao cemitério da Recoleta. Pode parecer creepy, mas é um dos pontos turísticos mais bonitos e visitados da cidade. 
O cemitério foi inaugurado em 1822, e suas tumbas guardam os corpos de famílias tradicionais argentinas, além de heróis da Independência, presidentes da República, militares, artistas e cientistas. É como visitar um museu. 
Tem visitas guiadas gratuitas e em diversos idiomas. Se não, você pode ir sozinho! Os guardas vão te dando indicações para saber como encontrar uma tumba específica. Uma das mais famosas, é a de Evita Perón que hoje em dia, apesar de sua origem humilde, está enterrada ali.

Muitos tem estátuas, frases e ainda recebem flores. Já outros sofrem do descuido, talvez pela ausência familiares vivos. Estão com teias, quebrados e sem manutenção alguma. Chega a ser triste.

 C-7 . María Eva Duarte de Perón

 Toda vez que venho a Buenos Aires, visito o cemitério. O lugar é enorme e mesmo com a visita guiada obviamente não da pra ver tudo. Admito que até cansa depois de um tempo. Mas ainda assim, é uma opção interessante para se visitar. Minha mãe adora! Fica me contando as histórias das personalidades que estão por lá. Coisa que obviamente os argentinos sabem!

 1825 O:

 Pessoas importantes no cemitério:
Eva Duarte de Perón (Evita): (1919-1952), esposa do general Juan Domingo Peron. Trabalho na área social e foi considerado o Defensora dos trabalhadores.

Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888) político, escritor e presidente da Argentina entre 1874-1868.

José Marmol
: (1817-1871) poeta e escritor.

José C. Paz: (1842-1912) advogado e jornalista. Ele fundou o jornal La Prensa.

Remedios Escalada de San Martin
, esposa do General San Martín.

Guillermo Brown
 (1777-1857) Irlandês, o almirante e criador da marinha que participaram nas lutas pela independência.

Carlos Maria de Alvear
: (1789-1852) soldado que se destacou na luta pela independência americana.

Juan Lavalle
: (1797-1841) político e militar. Foi governador da província de Buenos Aires.

Leandro N. Além
: (1842-1896) advogado, escritor, poeta e político. Organizou a União Cívica Radical.

Hipólito Yrigoyen
: (1850-1933) foi presidente da Argentina duas vezes. Seu último cargo foi interrompido por um golpe militar.
Raúl Alfonsín: advogado e político. Ele foi presidente da Argentina entre 1983 e 1989.

Arturo Illia
: (1901-1983) médico e político. Ele foi presidente da Argentina entre 1963 e 1966, seu governo foi derrubado por uma junta militar.

Luis Angel Firpo
: (1895-1960) do pugilista peso pesado conhecido como “o touro selvagem dos pampas”.

Federico Leloir
, (1906-1987) médico e cientista. Ganhador do Prêmio Nobel de Química em 1970.

Victoria Ocampo
 (1891-1979) escritora e editor. Amiga de Jorge Luis Borges. Abriu sua casa para figuras importantes, como Igor Stravinsky e Le Corbusier.

 Todos os turistas ficam amontoados ali. O mausoléu da família Duarte é o destaque do cemitério e é um que sempre tem flores, cartas e fotos. O motivo é claro: Eva Perón. Defensora dos trabalhadores e marco para a história argentina.

 Na tumba do General San Martín..

Essa tumba é a de uma menina que morreu muito jovem e foi homenageada pelo pai com uma estátua e um texto lamentando a morte da filha em italiano. É uma das histórias mais bonitas e tristes do cemitério. Embaixo da estátua, esta escrito que o cachorro era o seu melhor amigo. awn.

Para os que gostam de arte, vão amar a arquitetura dos mausoléus e estátuas. Eu pirei e tirei mil fotos. Mais um lugar para colocar no City Tour de vocês 😉

Beijos, Gabriela Alegre

Diário de intercâmbio: Bairro Chinês – City Tour

Acordei cedo, morrendo de vontade de comer comida japonesa. Desejo do nada, assim. Dei a ideia de ir no bairro Chinês e todo mundo curtiu. Mais um local para visitar em Buenos Aires. City tour de hoje: Bairro Chinês
Chegando lá eu me senti na China. Mesmo nunca tendo ido pra lá, dá pra ter uma noção, quando você vê um monte de gente de olho puxado falando uma língua que não da pra entender nem um pouco, quatro restaurantes chineses/japoneses em cada rua e várias lojinhas com produtos diferentes e baratos. Assim é o bairro Chinês em Buenos Aires. Algo como o bairro da Liberdade em São Paulo e uma versão bem mais simples do China Town em Nova York.
Passei pelo supermercado Chinês, super conhecido por vender peixe de boa qualidade e produtos de fora. Eles vendem o sushi enrolado, que cortado da umas 12 peças enormes, por apenas 28 pesos, ou seja, menos de 10 reais. Ahhhh *-* Fiquei feliz da vida com o meu philadelphia.
Fiz a marota e fui fotografando os produtos diferentes do mercado. Um funcionário veio me avisar que não podia, mas acho que ele ficou com pena e me disse: “Ok, pode ficar, até alguém te avisar de novo”. nhoinhoinhoin. <3
Olha a quantidade de coisas diferentes. Os doces me chamaram a atenção, todos em embalagens super coloridas e com personagens fofos.

 Muita vontade desse biscoito! Ou seja lá o que for..

 SUSHIIIIIII <3

 Acho que não é pamonha, galera. rs

 Depois fomos almoçar em um restaurante Chinês com uma comida ótima. Tinha frutos do mar, salada, churrasco, massas, um milhão de sobremesas, panquecas e todos os tipos de comida que você pode imaginar. Eu não lembro o nome, mas a maioria dos restaurantes lá são bem recomendados. Já os quiosques com doces, ou espetinhos para levar, eu não sei.
Cês tão entendendo porque eu to com medo de engordar por aqui, né?

 Bugigangas que a gente nunca precisa, mas sempre compra.

 Finalizo o post com esse muro incrível na entrada do bairro.

O lugar é super acessível, fica em Belgrano e dá pra chegar de ônibus (aqui é de qualidade, ta tudo certo) numa boa. Anotem a dicaaa!

Beijos, Gabriela Alegre