Querido Intercâmbio – Conhecendo meu bairro: Recoleta


Nesses seis meses em Buenos Aires morei, com a minha vó, no bairro Recoleta. Um dos meus favoritos da cidade, por sinal. Estou perto de uma das avenidas principais, a Av. Santa Fé, que é repleta de lojas, cafés, muitos cafés, restaurantes, bares e livrarias. Linhas de ônibus e a poucas ruas daqui, as estações de metrô. Tenho tudo pertinho!
Entre os pontos turísticos mais conhecidos do bairro estão o Cemitério da Recoleta, a Av. Alvear, o “Museu de Bellas Artes”, a Igreja del Pilar, a pizzaria “El Cuartito” e a livraria El Ateneo. Saí com a câmera e fotografei um pouquinho do bairro pra vocês!

 

 

Acabei de ver essa cena numa das principais avenidas de Buenos Aires – Um catador se desequilibrou e algumas das suas sacolas caíram no chão, várias pessoas pararam para olhar o que tinha feito tal barulho, mataram a curiosidade e continuaram andando. Ele não tinha como juntar tudo sozinho, se não o que estava no carrinho cairia também. Ficou parado no meio da rua, rindo sem graça. Até que dois homens, mesmo bem vestidos e com sacolas de lojas caras nas mãos, o ajudaram.
É bom ver que a generosidade ainda existe em algumas pessoas.

 

 

Que tal?
Duas últimas semanas por aqui. Quero choraaaar 🙁

Beijos, Gabriela Alegre

 

 

Minha experiência tirando a habilitação de motorista na Argentina

Meu período na universidade argentina ta chegando ao fim. Com isso também chegaram as provas e entregas de projetos. Ou seja, muita, muita, muita coisa. Entre a universidade e meus passeios pela cidade mágica, comecei a auto escola. De novo.
Acho que nunca comentei isso no blog, mas antes de viajar, fiz o curso teórico de 45 horas (que exagero!), mais todas as aulas práticas no Rio de Janeiro, através do “nosso querido” Detran.
Quando fiz a prova prática fui reprovada com 3 pontos, até hoje nao sei como, já que o aluno só é reprovado se tiver mais de 3. Cheguei a recorrer no Detran, ficaram me enrolando, a data da minha viagem chegou e lá se foi o dinheiro que eu gastei na auto escola. Como eu queria muito a habilitação, procurei saber como é o processo na Argentina. Acabou sendo muito mais rápido e simples do que no Brasil, olha só como funciona:

Turno:
O primeiro passo para dar inicio ao processo é conseguir uma vaga para os exames básicos (visão, psicológicos, auditivos, médicos) e para a prova teórica. Todos esses exames são realizados no mesmo dia, em alguma sucursal do governo na cidade. Para reservar uma data, você pode ligar para o 147 , ramal do governo, ou visitar o site .
Estando com a data reservada, é só buscar uma auto escola para realizar o curso teórico e começar a praticar.

Teórico:
São obrigatórias 5 horas de aula teórica. Sim, só cinco mesmo.
Algumas sucursais do governo oferecem o curso gratuitamente, com duração de três dias. Se não, você tem a opção de pagar o curso teórico na auto escola, que tem o valor médio de 100 reais e em uma manhã já esta concluído. Bem diferente do Brasil!
Aqui não tem a burocracia de só começar as aulas praticas quando o teórico tiver terminado. Eu, por exemplo, quando fui para a aula teórica, já estava na minha 8º aula prática.

Aulas práticas
Ninguém é obrigado a ter aulas com um instrutor da auto escola. Se você tiver um pai legal, namorado, ou amigo que queira te ensinar, tudo ótimo!
Caso escolha fazer aulas com um profissional, é só escolher a escola que quiser, lembrando que não precisa ser a mesma que você fez o curso teórico.
No meu curso prático, cada aula tinha uma duração de 30 min. Com quinze aulas já me senti segura para fazer a prova e dirigir por aí. Sem esquecer que eu já tinha feito aulas antes, ok? E cada um tem seu tempo de aprendizagem.

Exames
A surcursal, La Roca,  aonde realizei os exames básicos foi reformada há alguns meses. O lugar é super organizado e o processo não demora muito. Na parte de visão testam se você consegue enxergar quatro números de diferentes tamanhos. No de audição, você coloca um fone de ouvido e tem que dizer de qual lado (direito ou esquerdo) você esta escutando o som. Repetem o processo em vários volumes. O psicológico é o mais demorado. Te pedem para copiar as figuras de uns cartõezinhos que eles te dão, tentar desenhar com o mesmo tamanho e posição. Depois rola uma entrevista rápida. A avaliação do médico são só algumas perguntas de rotina e ela te pede para levantar os braços. Pronto. Rápido e eficaz, hahah. Nesse dia você já tira a foto que vai aparecer na carteira, então melhor ir arrumadinho :p

Prova teórica
O governo disponibiliza no seu site, 230 perguntas que podem cair na prova. Desse manual, são escolhidas aleatoriamente 30 questões para a prova, que é realizada em um computador e tem duração máxima de 45 min.
É um manual que ajuda demais. Se você focar em estudar as 30 páginas e tiver uma boa memória, não vai ter problema algum no dia da prova. Eu praticamente memorizei e aprendi todas as perguntas. Consegui acertar 30 de 30 em 5 min. VIVA!

Prova prática
Ser testado nunca é fácil, você sente frio na barriga, fica nervoso e faz tudo que não devia. Na hora da minha prova prática não foi diferente. Entrei no carro avisando que estava nervosa, hahah, isso não se faz, ok? Tive a sorte de ter um fiscal legal do meu lado, que disse pra eu respirar e tomar meu tempo.
O circuito começou com uma curva simples, depois tive que estacionar, fazendo a famosa ‘baliza’, esse ponto aqui foi mais fácil que no Brasil, já que eles não cobram as setas o tempo inteiro, só na hora de sair com o carro. Ufa, menos uma preocupação. Estacionei tranqüilamente, mais uma curva, subi e desci uma ponte. Enquanto eu dirigia tentando manter a calma, o fiscal ia me perguntando coisas sobre o Brasil hahah. Mais uma curva e chegamos ao pesadelo: A rotatória que tem que ir de ré.
Treinei várias vezes durante as aulas práticas, na hora dava certo, mas ainda assim, era a parte do circuito que estava menos confiante.
Respirei fundo, arrumei o espelho, e só pressionando a embreagem fui dando a volta. Em um momento quase acertei o meio fio, mas foi quase. Mais uma curva, sempre lembrando da seta, e cheguei a parte do zig-zag nos cones. São cinco ao total e é super divertido de fazer. Andei mais um pouco com o carro, fiz outra curva e o circuito chegou ao fim. APROVADA!

Carteira
Você pode retirar a carteira de habilitação no mesmo dia, logo depois da prova prática. É só ir na mesma sucursal que você iniciou o processo.

Valores:
O curso prático (15 aulas de 30 min) + curso teórico + carro para a prova + pagamento de documentos = custou uma média de 600 reais. 2080 Pesos.
A metade do que eu paguei na auto escola do Rio de Janeiro. A diferença assusta, sem falar da praticidade dos argentinos. Tem quem te ensine? Tudo certo, pra que vai pagar auto escola? Só no Brasil mesmo..


Validade no Brasil
Eu posso dirigir com a carteira de turista por 90 dias, depois desse período tenho que fazer um requerimento para conseguir a habilitação brasileira. A diferença é que não vou precisar repetir as aulas teóricas, nem o exame prático. Só o psicotécnico e o de visão. YES!

Escrevi bastante, mas juro que é mais simples que no Brasil. Quem tiver alguma dúvida é só comentar.
Beijos, Gabriela Alegre

Choque cultural: Argentina vs. Brasil 3

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É sempre divertido ler e escrever sobre as diferenças culturais entre os países, sendo entre o Brasil e a Argentina, então.. Nesse post tem mais cinco diferenças culturais que eu notei durante meu intercâmbio por aqui. Olha só:

Beija, beija – Aqui os homens se cumprimentam com beijo no rosto. Ao princípio estranhei, até que fui me acostumando com a idéia e percebi que o preconceito esta na mente dos brasileiros. Já que em muitos países pelo mundo as pessoas se cumprimentam da mesma forma.

 Coloquei muitas fotos de propósito, haha. Euzinha no espelho, rs.



Facturas, Alfajores e outras gordices – Além de muita carne, os argentinos também são viciados em doces. Em cada esquina tem uma padaria vendendo as deliciosas “facturas”, medialunas, doces com massa de croissant ou pão, com recheios de geléia, creme ou doce de leite. Sem falar dos alfajores, tem em todo lugar e são tão bons que quase chegam aos pés dos brigadeiros.

Sapatos diferentes e caros – Por aqui, a moda do momento são as plataformas. Parece que quanto mais altas e mais bizarras melhor, hahah. Já deu pra ver que não sou adepta a essa trend, né? Outra coisa que me chamou á atenção são os preços. Um salto qualquer vale pelo menos R$150 e as sapatilhas mais básicas custam no mínimo R$100. Não vale a pena comprar sapatos por aqui.

Média na facul – A média para passar na universidade é quatro. UHUL. O problema é que ao precisar uma nota tão baixa para ser aprovado, o nível de exigência na hora das provas aumenta. É normal ver as pessoas tirando 6, 7 e pulando de alegria. Experiência própria. hahah.

Sos K? – Aqui ou você ama ou odeia a presidente. Todos se posicionam bastante em relação aos partidos e suas opiniões políticas. Isso gera muita polêmica, por isso é sempre bom tomar cuidado ao falar de política por aqui.. Alguns já chegaram a me perguntar: Sos “K”? No caso, Kirchnerista.
No Brasil, estou acostumada a escutar reclamações do governo em geral, sem criticar ou aprovar a presidência. Tudo mais  “tanto faz”.

Perdeu os outros posts sobre choque cultural? Aqui e aqui.
Curtiu? Comenta o que você achou!
Beijos, Gabriela Alegre

Look Vestido Fofo – Teenage dream

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Look usando o vestido mullet que eu ganhei da loja She Inside. Ameeeeei. O único defeito: ele é meio curto na parte da frente, rs.

Eu usei esse look na Quinta para ir em uma festa de Halloween. Foi demais. A maioria do pessoal que foi eram estrangeiros e todos estavam com fantasias mega criativas. Principalmente os homens, vi de tu-do! Fui de fada, coloquei asas douradas e pronto. haha. Aprovado?

Vestido – She Inside | Colar – Loja de Buenos Aires |  Bota – C&A
Beijos, Gabriela Alegre

Sobre amores de transporte público, o hobbie dos porteños.

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Esses dias li no blog “Buenos Aires para chicas” sobre como os hermanos paqueram no ônibus. Achei engraçado, então comecei a observar mais o comportamento das pessoas que pegam transporte público por aqui e confirmei, os argentinos adoram mesmo um amor impossível! Se for daqueles rápidos, cheios de drama, com olhares penetrantes e que duram só até a próxima parada, melhor ainda.

Ontem, quando voltava pra casa, tive o azar de pegar um ônibus mega lotado. Me virei e sentei em um cantinho que sobrava ao lado de um banco. Do lado de um cara que, curiosamente, parecia o Russell Brand. Até ai tudo certo. Coloquei meu fone e fiquei ouvindo Mumford & Sons na minha. Enquanto o ônibus atravessava  a longa Av. Corrientes, o “Russell” decidiu descer. Passou por mim sem nem pedir licença (estranhei, já que o povo daqui é bem educado), quando chegou na porta começou a me encarar. Eu queria rir. Ele não falou comigo a viagem inteira e quando vai descer decide começar o flerte? hahaha. Sem reclamações, afinal ele não seria correspondido, rs. Mas achei uma situação inusitada. Ele ficou olhando até descer. Eu não o encarei de volta. Mas admito que as vezes conferia se ele tava olhando, por curiosidade e pra ver se a teoria dos “hermanos paqueradores” era verdade. Resultado: Sim!
Não foi como aqueles casos de “amores de metrô” que o olhar diz tudo, mas o vagão lotado ou a parada chegando, os afastam do ‘felizes para sempre’. Não, nada de romantismo. Ele tava sentado do meu lado. DO MEU LADO. E ainda assim esperou o ponto final para iniciar o flerte. Esse mistério do homem porteño. Acho que é algo que nunca vou compreender.
Beijos, Gabriela Alegre

O estilo das argentinas

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Caminhar pelas ruas de Buenos Aires é ver diferentes conceitos de moda. É ficar invejando o quanto elas conseguem alcançar o fashionismo, sem parecer um copycat da vitrine. As inspirações estão estampadas em seus looks, se arriscam esteticamente e adaptam as tendências ao seu gosto pessoal. É despojado, sem deixar de ser único e casual.

A típica argentina anda com coques bagunçados no alto da cabeça, mix de estampas, lenço no pescoço e headphones. A trend do momento são os saltos com plataforma, estilo creeper e as anabelas. Todo mundo usa! Também abusam da sobreposição de peças, calças estampadas e cabelos com a cor impecável.

 

Eu sou suspeita pra falar do estilo das argentinas, já que desde o primeiro dia que pisei aqui, não parei de elogia-las. Palmas pra elas que mostram que é possível ter referências de outros países e ainda assim, fazer sua própria moda. 

Em questão de estilo, os homens não ficam pra trás. Gostam de se vestir bem e é perceptível como ousam na hora de escolher as peças. Com calças coloridas (bordo, verde musgo, amarelo queimado), geralmente do modelo skinny, tênis social ou de skate, vivem descompromissados, sem perder a elegância. Como o clima permite, usam cachecóis e casacões, que dão todo um charme europeu ao look. O argentino é o típico: não me esforcei, mas fiquei estiloso.
Beijos, Gabriela Alegre