Roteiro de Viagem Salvador – Bahia – Parte 1

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A rotina ás vezes sufoca. Me vi precisando de um tempo off da cidade grande para recuperar as energias e voltar a ver os acontecimentos com positividade. Aproveitei quatro dias de Julho para tirar férias do trabalho e ir para Salvador. A escolha do lugar não foi por acaso, meu namorado é baiano, então, pela segunda vez, o acompanhei nessa viagem à sua cidade natal.
Foram poucos dias, mas todos bem planejados. Consegui aproveitar tudo que eu tinha em mente e ainda acrescentei mais coisinhas na lista de lugares para visitar. Essa é a primeira parte do post que eu conto sobre minha viagem e dou dicas dos lugares imperdíveis na cidade. Ficou curioso? Continua lendo!
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8 dicas para quem quer viajar gastando pouco

 viajar gastando pouco
Sempre há tempo para viajar, o que nos falta muitas vezes é o dinheiro. Este post é pra te dizer que é possível sim viajar gastando pouco. Talvez não com altas expectativas e desejos de luxo, mas com risadas e muitas histórias pra contar, com certeza.  Siga essas dicas, prepare seu roteiro e voilà!

Pesquise e compre antecipado

Este é o mais batido de todos, mas com certeza, imprescindível na lista. Se você reserva uma passagem de hotel ou avião no último momento, ela será mais concorrida, consequentemente custará mais caro. Skyscanner é uma opção popular de buscas, fique de olho lá e confira diretamente no site da linha aérea (ás vezes vale mais a pena comprar ali). Programe-se, seu bolso agradece.

Evite destinos caros

O custo de vida varia entre os países. Pesquise sobre a moeda de cada região e os valores básicos que todo viajante precisa saber: alimentação, estádia e transporte.

Trabalho em troca de estadia

Nossa, trabalhar nas férias? Já parece um pesadelo. Mas você já pensou em trabalhar em um hostel? Conhecer pessoas de várias partes do mundo, participar de festas, ouvir muitas histórias cumprindo jornadas de 4 a 5 horas de trabalho diárias em troca de estádia e uma refeição (varia entre os hostels). É possível fazer isso através do Worldpackers.

 

Vá de carona

Não estou dizendo para sair por aí como louco pedindo carona na estrada, mas você já conhece o aplicativo blá, blá, blá, car? Famoso na Europa, entrou no mercado brasileiro tem pouco tempo, mas já vem conquistando muitos internautas!
Você entra no site ou no aplicativo, seleciona a data de ida e volta, e vê as ofertas dos motoristas que vão para o mesmo destino que você. Nunca será 100% seguro, mas através do site é possível ver a foto da pessoa, o celular, comentários dos passageiros e recomendações. Seja esperto e jogue o nome dele no Google/Facebook, vai que você acha algo suspeito. Eu usei e não tive problema nenhum, pelo contrário, me diverti durante a viagem e não parei de bater papo com o motorista.

Aproveite os eventos gratuitos na cidade

Importantes museus e pontos turísticos de cidades grandes sempre possuem dias gratuitos ou com descontos. Faça uma lista dos locais que você gostaria de visitar e pesquise na internet. Se der sorte, pode até encontrar uma visita guiada totalmente free!

Hospedagem gratuita ou barata

Acesse o Couchsurfing e entre em contato com pessoas locais que estejam disponibilizando um sofázinho na sua casa para turistas. É possível verificar comentários de pessoas que já passaram por lá, notas e fotos! E para hospedagens mais baratas, se joga no TripAdvisor para comparar preços de hostels ou no Airbnb para encontrar quartos por preços menores.

Economize em comida

A alimentação está entre os maiores gastos de um viajante mal planejado. Para economizar nas refeições, busque restaurantes locais, longe dos pontos turísticos, vão estar mais vazios e você ainda vai conhecer de verdade a comida tradicional. Passe em mercados e evite comprar besteiras na rua ou atacar o frigobar.

Escolha destinos menos badalados

Se você vê que várias pessoas estão viajando para o mesmo lugar, ele vai estar custando caro, pode apostar. Quanto mais popular, maior o preço. Isso não significa que seja a melhor opção de viagem pra você. Que tal expandir suas opções e ir atrás de lugares menos queridinhos mas igualmente divertidos e bonitos?

Eu já estou planejando a próxima viagem! E vocês?

Beijos,
Gabriela Alegre

Férias – Viagem para maceió

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Como a sagitariana com lua em escorpião que sou, me mostro de um jeito preservado. Falo, falo, falo, tiro fotos, apareço o dia inteiro na internet, mas a intimidade mesmo eu guardo para os mais próximos. Nessa nova fase do It’s Gaby isso está mudando. Depois de tantas indas e vindas, o blog está começando a ter a cara que eu queria desde o início.

No post de hoje vou contar sobre como foi minha viagem a Maceió, minha terra natal.
Estou um pouco – muito – atrasada, já que a viagem foi em Dezembro, mas vamos lá. Para quem não sabe, nasci em Maceió mas me mudei para SC com apenas dois anos de idade. Desde 1996, não havia voltado pra lá, então, só conhecia minha cidade por fotos.

Consegui um tempinho de férias e junto com meu namorado, Felipe, passei 4 dias na cidade nordestina. Maceió foi uma grande surpresa. A água cristalina é real. Uma cidade com pessoas super abertas, que falam alto e de um jeito divertido. A orla parece de filme, nunca vi tão bonita. Eu que nem sou tão chegada em praia, fiquei vermelha por não querer sair de lá.

Tive a sorte de ficar na casa da minha amiga, também Gabriela, na Ponta Verde, uma localização ótima (brigada, Gabi!!). Ela nos levou para as principais praias: Francês e Gunga. E como eu coloquei na cabeça que queria ir até Marechal Deodoro, fomos. Resultado: Uma cidadezinha com um centro minúsculo, onde nos fomos a atração, de tão parado que o lugar é, hahah. No Gunga andamos de banana boat, socorroo, que negócio rápido, quase perdi a vida e o biquíni andando naquilo!
No dia seguinte, com o Felipe, peguei uma jangada que nos levou até as piscinas naturais de Pajuçara, aonde mergulhamos com peixinhos – afffff, sonho realizado total!
Fomos aos points da cidade, o bar Maikai e o quiosque de praia Kanoa. Também conheci um bar de rock – que agora não vou lembrar o nome, onde tive uma noite de muitas risadas e margaritas (ops!). Fui bem atendida em todos os lugares. Muqueca, camarão, caldinho de feijão e macaxeira ficaram entre os pratos mais pedidos. A comida tem um toque caseiro, sempre, independente do nível do restaurante. Não posso esquecer do Sanduba do Careca, um dos melhores sanduíches que já comi. Peguem o molho da casa e a opção com bacon, a gordice vale a pena.

Me senti um tanto segura caminhando por lá a noite, lá pelas 21 horas. Ah, fiquei impressionada com a fachada das lojas, todas caprichosas e muitas vezes temáticas. Os artesãos são muito educados e expõe trabalhos incríveis na orla. Que cidade mais fofa!

Eu tenho algo com fotos de viagens. Quando estou no lugar, não largo a camera de jeito nenhum. Gosto de fotografar cada detalhe da cidade, desde as varandas (tenho um amor louco por varandas), comidinhas gostosas, passeios inusitados à pessoas nativas do local. Mas guardo elas pra mim. Acabo esquecendo de postá-las na internet e o tempo vai passando, passando tanto que depois – na minha opinião – fica tarde. Seguem algumas fotinhas da viagem:
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Querido Intercâmbio – Conhecendo meu bairro: Recoleta


Nesses seis meses em Buenos Aires morei, com a minha vó, no bairro Recoleta. Um dos meus favoritos da cidade, por sinal. Estou perto de uma das avenidas principais, a Av. Santa Fé, que é repleta de lojas, cafés, muitos cafés, restaurantes, bares e livrarias. Linhas de ônibus e a poucas ruas daqui, as estações de metrô. Tenho tudo pertinho!
Entre os pontos turísticos mais conhecidos do bairro estão o Cemitério da Recoleta, a Av. Alvear, o “Museu de Bellas Artes”, a Igreja del Pilar, a pizzaria “El Cuartito” e a livraria El Ateneo. Saí com a câmera e fotografei um pouquinho do bairro pra vocês!

 

 

Acabei de ver essa cena numa das principais avenidas de Buenos Aires – Um catador se desequilibrou e algumas das suas sacolas caíram no chão, várias pessoas pararam para olhar o que tinha feito tal barulho, mataram a curiosidade e continuaram andando. Ele não tinha como juntar tudo sozinho, se não o que estava no carrinho cairia também. Ficou parado no meio da rua, rindo sem graça. Até que dois homens, mesmo bem vestidos e com sacolas de lojas caras nas mãos, o ajudaram.
É bom ver que a generosidade ainda existe em algumas pessoas.

 

 

Que tal?
Duas últimas semanas por aqui. Quero choraaaar 🙁

Beijos, Gabriela Alegre

 

 

Diário de Intercâmbio: Trabalho sobre bullying

Um Domingo ensolarado, ótimo para ir patinar na Praça Itália. Como eu tava com vontade! Mesmo assim, fui fazer um trabalho da faculdade. Toda semana temos que gravar uma reportagem para a aula de “Produção de Jornal.” Eu sou a cinegrafista e editora oficial, hahah. Mas obviamente sempre dou pitacos de direção e nas perguntas para os entrevistados. O que me animou foi o assunto do projeto da vez: Bullying. Um tema atual e interessante, que rende muuuito papo, afinal, todo mundo conhece alguém que já sofreu ou sofre bullying.
Eu mesma hoje passei por uma situação dessas, um cara me zuou por não saber 100% o idioma. Sendo que eu sou intercambista e tenho todo o direito, mas ok, só uma coisa pra ele: SHAME ON YOU, BASTARD.

Pra conseguir entrevistas, fomos ao parque do planetário, la tava rolando um encontro do “Não ao bullying” e também um das fãs do Big Time Rush, haha. Conseguimos conversar com vários adolescentes. A maioria já sofreu bullying, reclamava que ninguém nunca faz nada e admitiram que já chegaram a se machucar e castigar pra se sentirem melhor.
A história de um menino me deixou tão triste, que eu tava com lágrimas nos olhos no fim da gravação. Fui obrigada a dar um abraço nele e aproveitei e disse pra ele procurar ajuda, não ficar com vergonha. Mesmo imaginando que não deve ser tão simples assim..
Uma menina disse que faz anos já a chamam de gordinha, outra falou que riam do aparelho, dos óculos, outros são chamados de gays e até apanham na escola. Foi muito triste ver que alguns não conseguiam nem falar sobre.

Adorei a iniciativa da ong, que tem 20 mil likes no Facebook e organiza eventos para que as pessoas da página possam se conhecer, contar suas histórias e encontrar, de alguma forma, ajuda.

Eu to terminando de editar o video agora. Passei o dia procurando videos sobre bullying na internet e editando as entrevistas. Que dó, gente.
Ah! Coloquei a Demi como trilha, já que ela foi citada como idola de vários.
Com certeza essa é a nossa melhor reportagem. So proud!

Beijos, Gabriela Alegre

Diário de Intercâmbio: Nightlife – Boates que eu já fui em Buenos Aires

Buenos Aires definitivamente tem uma noite agitada e eu diria que assim como Nova Iorque, nunca dorme. Por aqui as pessoas fazem as prés começando 22/23 horas e só vão para boates depois das 2am. Saindo do lugar quando o sol raiar. A maioria faz isso pra não ter que consumir tanto álcool nas boates.
O preço das bebidas nas boates, comparando com as do Rio de Janeiro, são praticamente iguais. A diferença esta fora, aonde algumas bebidas você encontra mais em conta que no Brasil.
Muitas boates oferecem uma “lista amiga” para entrar na boate de graça, é só enviar um email ou conhecer um promoter. Sempre com a condição de chegar antes das 2am. Algo que eu aproveitei bastante, hahah.

Tenho saído todo final de semana, sempre algum bar ou boate. Nesse mês fui em quatro boates, vou contar minha experiência e dar uma nota (em obeliscos, rs) pra cada uma! Pelo que parece, não me levaram pros melhores lugares, cada vez que comento aonde fui pros porteños (pessoa de Buenos Aires) eles dizem que tem melhores. Achei que as boates só perdem na música para as do Brasil. Numguento mais boate sem música em inglês, arghhhh.

ÁSIA DE CUBA 

Começamos a noite em uma social de aniversário, de uma das argentinas que eu conheci na UADE. Minhas amigas da turma de Produção de Jornal, Flor e Agus, também estavam por lá. A pré foi super divertida. Todo mundo conversando, dançando e curtindo muito. Outros intercambistas de faculdades diferentes também estavam lá. É engraçado ver como as mulheres ficam todas curiosas(pra não usar outra palava, rs) pelos gringos hahah. Parabéééns, Mica!
Asia de cuba funciona como um restaurante asiático a noite e boate depois da meia noite. Fica no bairro mais elegante de Buenos Aires, Puerto Madero, por isso é relativamente caro para entrar. Maaas conhecendo o promoter, você entra de graça, como nos outros! Ainda assim, você paga caro pelas comidas e drinks.
Chegamos na boate por volta das 2am, a área vip tava cheia de vovôs. Sério. Um pessoal de 70 anos dançando as músicas da época deles, porque era isso que o dj tocava. Todo mundo ficou meio decepcionado. Quase liguei pra minha vó, pra ela ir curti também, hehehe. 
Uma fotógrafa veio e pedou para que ficássemos posando para fotos, um por um. Ela pediu pra eu colocar a mão no cabelo e olha pra cima. Tirou quatro fotos que ainda não achei..Tipo tudo armado para sair bem nas fotos do site, meio bizarro, haha. 
Em 30min a música e o público mudaram. Começaram a tocar os hits das rádios americanas, músicas latinas e inclusive Gustavo Lima e Michel Teló. hahah. Foi divertido porque estávamos em um grupo grande de pessoas, então dançávamos entre a gente. Todo mundo se diverte com as músicas brasileiras, inclusive eu, que nunca fui de dançar esse tipo de música, já to apreciando o ritmo (não a letra, ok?). Mas o pessoal que freqüenta a boate é realmente mais velho, lá pelos 30 anos e tem muitos brasileiros.
3 obeliscos para o lugar, pelo preço e pessoal que freqüenta. 

ROSEBAR 

 Eu ainda tava sem o salto, rs

Antes de ir para a Welcome Party da Bais (organização que integra intercambistas que estão em Buenos Aires), fizemos uma social na casa de um dos brasileiros. Foi a primeira vez que saí com todos eles. Na pré escutamos funk, hiphop e as cumbias daqui. Até Anitta dançamos, haha, foi bem divertido. As brasileiras tem essa vibe de party all night long o/
Quando estavamos no ponto de ônibus (aqui todo mundo vai de ônibus pros lugares), aconteceu uma situação sketchy. Dois caras, mais velhos, não paravam de olhar pra gente, eu já tava ficando com medo. O que me acalmava é que tinha um policial parado a uns 5mts da gente. Do nada eles chegam e perguntam se a gente quer comprar maconha. Falamos que não. Enquanto o segundo homem oferece cocaína, o outro chama um táxi e mal dissemos que não eles já tinham sumido. Ou o policial tava dibob na vida e não viu nada, ou isso tudo foi muito estranho mesmo. rs
Chegando na boate Rosebar, que fica no bairro Palermo Soho (conhecido pela vida noturna), fiquei impressionada com o controle de dresscode do lugar. Os homens só podem entrar com camisa de botão. Sem gola v sexy, muito menos regatas. As mulheres todas de salto e vestido. Isso não tava escrito, mas é meio óbvio. 
O lugar é enooorme. A música foi muito boa, com pop, eletrônica e música latina. No meio da madrugada rolou o show de uma mulher que fez cover até da Adele. Foi arriscado, mas ela não fez feio não. Apesar de ter mais de um bar, estão sempre cheios. Assim como a chapelaria. Mas ok, o ambiente é muito bem decorado e conta com área vip e estacionamento exclusivo (para os de carro, not meeee). Plus: No dia que eu fui tava cheio de gringo gato. rs. Vendo as fotos do facebook do Rosebar, confirmei que não foi só nesse dia, o pessoal que freqüenta lá é bem bonito mesmo. Ambos sexos, ok? 
A festa teve uma cabine de tirar fotos, amei, amei, amei. E o fotografo do local coloca uns efeitos bem legais nas fotos. Ficam diferentes das outras boates.
Tive que ir embora cedo, 3:30am, porque a festa foi em pela Quarta-feira e eu tinha aula no dia seguinte. Sou uma ótima aluna, ta vendo, rs.
5 obeliscos para o lugar, curti muito.
Próximas boates: The roxy club, Terrazas, Pachá, Ink, Jet, Bahrein, hype kika, Caix..
Beijos, Gabriela Alegre